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O que visitar no Douro Internacional

Se procuram um destino onde a natureza domina a paisagem e o silêncio é uma garantia absoluta, o Douro Internacional é uma surpresa épica à espera de ser descoberta. Ao longo da fronteira entre Portugal e Espanha, este território combina cânions imponentes, aldeias suspensas no tempo e uma vida selvagem que transforma cada trilho numa aventura. Viajar pelo Douro Internacional é entrar num dos cenários mais autênticos do interior do país, com miradouros de cortar a respiração!
Se querem saber o que visitar no Douro Internacional, onde comer, o que fazer e como aproveitar ao máximo a vossa viagem, estão no sítio certo! Preparem a máquina fotográfica…

Onde fica e como chegar

O Parque Natural do Douro Internacional localiza-se no nordeste de Portugal, ao longo da fronteira com Espanha, abrangendo parte dos distritos de Bragança e Guarda. A região estende-se pelos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo. Aqui o rio Douro transforma-se num profundo vale encaixado entre escarpas graníticas, criando um dos cenários naturais mais impressionantes de Portugal.

Diríamos que é praticamente impossível visitar todas as regiões e miradouros que vamos propor sem recorrer ao carro, próprio ou alugado. A maioria ficam afastados das principais vias, tornando-se inacessíveis de transportes públicos.

Quando visitar

Na nossa opinião, as melhores estações para visitar o Parque Natural do Douro Internacional são a Primavera e o Outono. As temperaturas são mais amenas e os dias ainda são longos, tornando-se ideal para caminhadas na natureza.

Não aconselhamos o Verão, pois os dias são muito quentes e naturalmente é quando o parque recebe mais visitantes. Já o Inverno é muito frio e a chuva pode acompanhar-vos em todos os dias, tornando-se muito desagradável.

Nós fomos no início de Outubro e estiveram dias incríveis e solarengos. Recomendamos!

Quantos dias

Nós sugerimos três dias completos para explorar a região com calma. Na verdade nós até alargámos a nossa estadia para quatro dias, visto que vínhamos de Coimbra. Assim sendo, fomos conhecer primeiro Macedo de Cavaleiros, Podence e Bragança. Nos dias seguintes então demos início às nossas aventuras no Douro Internacional.

Iniciámos o nosso roteiro no norte do país, mais concretamente na zona de Miranda do Douro e termina mais a sul, em Freixo de Espada à Cinta. No entanto, pode fazer o mesmo na ordem inversa sem qualquer problema.

Mais uma vez alertamos que este roteiro é praticamente impossível de realizar sem recorrer ao carro, próprio ou alugado.

Onde ficar

Uma vez que a área do Parque Natural do Douro Internacional ainda é relativamente grande, recomendamos que dividam as noites de hospedagem por várias localidades, ao invés de ficarem sempre alojados no mesmo local. É um pouco cansativo e pouco prático, mas acreditem que vos poupará imenso tempo, dinheiro e energia.

Posto isto, aqui ficam os locais onde ficámos alojados (e recomendamos) durante os três dias:

O que visitar no Douro Internacional: roteiro de três dias

Dia 1

Começámos então no extremo norte do parque, a visitar o Miradouro da Penha das Torres, em Paradela. O acesso a este miradouro é feito por estrada de terra batida, mas que se encontra em boas condições, até chegar junto das arribas do Douro. Daqui é possível avistar a Barragem de Castro, e por não ser tão procurado como outros miradouros da região, é comum encontrar um total silêncio.

Seguimos para um dos miradouros mais famosos do Douro Internacional, o Miradouro de São João das Arribas. Este miradouro oferece uma das vistas mais arrepiantes sobre as arribas do Douro, enormes paredes rochosas que se erguem abruptamente a mais de 200 metros de altura. Adorámos!

O acesso também se faz por uma estrada de terra batida, mas em boas condições, e nas proximidades do miradouro tem um parque onde pode deixar o carro.

Mais uma voltinha, mais um miradouro. Desta vez, o Miradouro do Castrilhouço, um daqueles lugares que nos lembra porque o Douro Internacional é um dos territórios mais imponentes de Portugal. Daqui podemos observar o rio Douro a serpentear, formando uma imensa curva em cotovelo. Mas atenção, a vista é realmente incrível, no entanto recomendamos muita prudência pois o miradouro não tem qualquer protecção que nos separe do precipício.

Mais uma vez, o acesso a este miradouro também é feito por estrada de terra batida. Além disso, depois de estacionar o carro, não tem qualquer indicação onde se localiza o miradouro. Assim sendo, para que não se perca, siga pelo trilho à direita, por entre a vegetação, até chegar a um pedregulho enorme. Aí pode subir e contorná-lo!

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Regressámos à estrada, até chegarmos a Miranda do Douro, uma das cidades mais autênticas e surpreendentes de Trás-os-Montes. Aqui existe uma segunda língua oficial, o mirandês, usada orgulhosamente pelos habitantes. Além disso, uma das suas tradições são os famosos Pauliteiros de Miranda, um dos símbolos mais reconhecidos da cultura mirandesa, com danças tradicionais acompanhadas por tambor e gaita de foles. Como vê, Miranda do Douro tem tradições únicas que se mantêm vivas há séculos.

Listamos alguns locais que achamos imperdíveis em Miranda do Douro:

  • Sé Catedral de Miranda do Douro, é considerada a primeira catedral de Trás-os-Montes e guarda no seu interior o famoso Menino Jesus da Cartolinha, figura muito venerada pelos locais.
  • Rua Mouzinho de Albuquerque, uma das ruas pedonais mais bonitas da cidade.
  • Embora parcialmente em ruínas, o castelo e as suas muralhas ainda revelam a importância estratégica da cidade durante a Idade Média e as guerras fronteiriças.
  • Praça D. João III, onde estão as famosas estátuas em tamanho real de um casal mirandês.
  • Museu da Terra de Miranda, que conta a história da terra.

Ainda nesta zona, existe a possibilidade de fazer um passeio de barco pelo Douro Internacional. Estes cruzeiros permitem observar as arribas imponentes, a fauna local e a vegetação selvagem que caracteriza esta área protegida.

Daqui fomos conhecer outro miradouro, o Miradouro da Freixiosa. A vista é soberba e é um excelente local para a observação de Grifos, Abutres-do-Egipto e Águias.
O acesso é mais uma vez feito por estrada de terra batida, no entanto não recomendamos levar o carro até ao miradouro, pois tem um declive bastante acentuado e a estrada encontra-se em péssimas condições. Assim sendo, o melhor é estacionar um pouco antes do miradouro e depois ir a pé.

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A última paragem deste primeiro dia no Douro Internacional foi em Picote, no Miradouro da Fraga do Puio, também conhecido por Miradouro de Picote.

O Miradouro de Picote foi renovado e foi construída uma plataforma de madeira e vidro, suspensa sobre o rio Douro. Estamos assim perante um dos miradouros mais bonitos da região!

Em Picote ainda se vêem casas de pedra típicas e vive-se um ambiente tranquilo que parece resistir ao passar do tempo, mas é o seu miradouro que rouba toda a atenção. O miradouro é de acesso simples, podendo chegar-se de carro até perto e seguir depois por um pequeno caminho pedonal.

Chegámos então ao fim do nosso primeiro dia no Douro Internacional, completamente rendidos. Ficámos alojados no Hotel O Encontro, que era limpo, confortável e com pequeno-almoço incluído.

Roteiro do 1º dia: 

  • Miradouro da Penha das Torres
  • Miradouro de São João das Arribas
  • Miradouro do Castrilhouço
  • Miranda do Douro
  • Miradouro da Freixiosa
  • Miradouro da Fraga do Puio

 

Dia 2

Já que tínhamos ali pernoitado, começámos por visitar Sendim. A melhor forma de conhecer a vila é caminhar pelas suas ruelas, com calma. Sugerimos que visitem a Igreja Matriz, a Capela do Senhor da Boa Morte, a Capela São Sebastião e a Fonte do Lugar.

Seguimos para visitar um dos miradouros mais bonitos da zona, e também um dos mais desconhecidos, o Miradouro da Cerca, localizado perto da aldeia de Urrós.
Alertamos para o facto de ter de percorrer cerca de 3km em estrada de terra batida, estreita, e depois o resto do percurso terá de ser realizado a pé. Além disso, trata-se de um miradouro sem qualquer tipo de protecção, portanto tenham cuidado redobrado.

A paisagem essa, é maravilhosa… Mas vamos deixar que a fotografia fale por si!

De seguida, fizemos uma breve visita à aldeia de Bemposta. Numa bela caminhada sugerimos que visitem o Pelourinho de Bemposta, Igreja de São Pedro, a Capela de Santa Bárbara e ainda o Miradouro de Santa Bárbara.
Se visitarem esta região na Primavera, recomendamos um passeio até à Cascata da Faia da Água Alta que também é maravilhosa!

O próximo destino seria o Miradouro de Picões, mas devemos confessar que estávamos com fome pois já eram horas de almoço. Então, com alguma pena nossa, tivemos de cortar este miradouro do roteiro. Ainda assim, fica aqui a sugestão!

Eis que chegámos então à vila de Mogadouro, excelente para quem busca património histórico e autenticidade. Começámos por visitar o altaneiro Castelo de Mogadouro que oferece vistas deslumbrantes para a vila. Visitámos ainda a Igreja Matriz de Mogadouro, a Igreja da Misericórdia e o Pelourinho de Mogadouro.

No centro da vila encontra-se ainda a Igreja e Convento de São Francisco, onde está inserida a sede da Câmara Municipal.

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A ideia era visitar ainda o Miradouro do Santuário de São Cristóvão que tem um baloiço e uma vista deslumbrante, especialmente ao pôr do sol. No entanto, tínhamos uma reunião nesse dia, pelo que nos foi impossível visitar. Temos motivo para regressar… Mas ainda assim, não queríamos deixar de vos recomendar este miradouro!

O local escolhido para o jantar foi o Restaurante “A Lareira”. Pedimos posta mirandesa, claro, e bacalhau. Algumas das refeições são literalmente feitas na lareira que existe dentro do restaurante, daí o nome. Estava tudo delicioso, recomendamos!

De barriguinha cheia fomos para o Hotel Trindade Coelho, onde pernoitámos!

Roteiro do 2º dia: 

  • Sendim
  • Miradouro da Cerca
  • Bemposta
  • Miradouro de Picões
  • Mogadouro
  • Miradouro do Santuário de São Cristóvão

 

Dia 3

Esperava-nos um dia cheio de lugares bonitos (como sempre) e então madrugámos. A primeira paragem do dia foi no Miradouro da Cruzinha. Este miradouro oferece uma vista privilegiada sobre as arribas do Douro e também é um excelente ponto para observação de aves, uma das actividades mais procuradas no Parque Natural do Douro Internacional.

Dali seguimos até ao Miradouro do Carrascalinho, que fica entre a localidade de Fornos e a Lagoaça e o acesso faz-se por uma estrada de terra batida. Para quem aprecia natureza em estado puro, é uma paragem obrigatória. A vista é extraordinária e também aqui há a possibilidade de deslumbrar grifos, águia-real, britango e abutre-do-Egipto.

Um dos destaques vai para uma das fotografias que ali se pode tirar – do ângulo correto, dá a sensação que estamos sentados em cima de uma altíssima escarpa, estando na realidade a escassos metros do chão.

Seguiu-se mais um miradouro, desta vez de fácil acesso visto que se encontra à beira da estrada, o Miradouro do Colado. Daqui temos uma vista maravilhosa não só para o rio Douro, como também para a aldeia do Mazouco. Ah, e além disso podem pôr os cabelos ao vento no baloiço ali existente.

Alguns quilómetros à frente, eis que chegámos à icónica vila de Freixo de Espada à Cinta. Mas antes de começarmos a explorar, almoçámos no Restaurante Zona Verde. Os menus diários são a preços bastante acessíveis e a comida estava realmente muito saborosa!

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Pequena em dimensão, mas rica em património e paisagem, agora sim, estávamos prontos para desbravar a vila. Conhecida pela sua arquitectura manuelina única, destacamos alguns dos pontos de interesse a visitar: o Castelo de Freixo de Espada à Cinta e a torre heptagonal de seu nome Torre do Galo, a Igreja Matriz, o Pelourinho, a Igreja do Convento de São Filipe Nery e o Museu da Seda e do Território.

De onde vem o nome Freixo de Espada à Cinta?

Na verdade não sabemos responder, porque existem várias lendas. Uma delas é que D. Dinis quando fundou a cidade amarrou a sua espada a um freixo antes de descansar. Outra lenda que diz que se deve ao nome de um fidalgo, de nome “Espadacinta”, que após uma batalha com os mouros se sentou a descansar à sombra de um freixo, onde pendurou a sua espada. Uma outra é que o nome deriva do brasão de um nobre leonês. Seja como for, o certo é que existe mesmo um freixo centenário com uma espada à cinta, perto do castelo.

Centro da vila visitado, seguimos até um dos locais que mais gostámos de visitar, a Praia Fluvial da Congida, que deve ser maravilhosa no Verão. Conta com várias infraestruturas de apoio: bar, piscina fluvial, parque infantil, piscinas municipais, zona com relva, parque de merendas e churrasqueira. Tem ainda um cais de embarque para passeios turísticos pelo rio Douro.
Se visitarem no Verão, não se esqueçam do fato de banho e da toalha!

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A última paragem do dia foi no Miradouro do Penedo Durão, um dos mais conhecidos desta zona. Ali somos confrontados com uma queda quase vertical sobre o rio Douro, que corre lá em baixo entre paredes rochosas imponentes. A sensação de profundidade e grandiosidade faz deste miradouro imperdível. Caso pretendam descansar ou fazer um piquenique, saibam que o local encontra-se equipado com mesas, cadeiras e locais com sombra.

No entanto, o que torna este miradouro ainda mais é especial é o facto deste ser um verdadeiro paraíso para os amantes de observação de aves, nomeadamente grifos, abutres-do-Egito e águias-reais. É mesmo uma experiência e tanto!

Não podíamos ter fechado estes dias da melhor forma. Neste dia ficámos alojados nas Casinhas de S. Francisco T1 Amêndoa by LovelyStay, uma adorável casa com todas as comodidades.

No dia seguinte rumámos a casa, mas de coração cheio! Portugal e os seus encantos… Ficaram com vontade de conhecer o Douro Internacional?

Roteiro do 3º dia:

  • Miradouro da Cruzinha
  • Miradouro do Carrascalinho
  • Miradouro do Colado
  • Freixo de Espada à Cinta
  • Praia Fluvial da Congida
  • Miradouro do Penedo Durão

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