Islândia

O que visitar na Islândia

Islândia não é apenas um destino — é uma experiência sensorial. Conhecida como a “Terra do Fogo e do Gelo”, combina paisagens dramáticas onde glaciares e vulcões coexistem lado a lado, criando um cenário de contrastes únicos.
Em cada canto do país, há algo surpreendente: cascatas imponentes, campos de lava negra, geysers que irrompem do solo e fontes termais fumegantes que convidam a relaxar mesmo nos dias mais frios. É mesmo daqueles destinos que parecem saídos de outro mundo. É uma aventura pelas paisagens mais puras e intocadas do planeta.
Se estão aqui, provavelmente vão ou estão a pensar visitar esta ilha surreal. Então… estão no sítio certo! Venham descobrir o que visitar na Islândia, num roteiro de 7 dias, com muitas dicas práticas e úteis!

Como chegar à Islândia

A Islândia é uma ilha isolada no Atlântico Norte. No entanto o país está bem ligado à Europa Continental e à América do Norte, com voos regulares durante todo o ano.

A forma mais comum e rápida de chegar à Islândia é de avião. O principal ponto de entrada é o Aeroporto Internacional de Keflavík (KEF), localizado a cerca de 50 km de Reykjavík, a capital do país.
Dantes era bem mais fácil chegar até à Islândia, pois existiam voos directos low cost de Portugal. No entanto, com a falência da companhia aérea Play Airlines no final de Setembro de 2025, tornou-se bem mais dispendioso. Assim sendo, actualmente só existem voos directos de Lisboa pela companhia Icelandair.

Para conseguirem voos a preços mais simpáticos, aconselhamos a fazerem escala noutros países e recorrerem a outras companhias aéreas. Costumamos ver toda esta informação no Skyscanner.

Como ir do Aeroporto de Keflavík para o centro

A maioria das pessoas (nós, inclusive) decidem alugar carro/van – o motivo iremos mostrar mais à frente. Pelo que normalmente recolhem o carro logo no aeroporto e seguem a sua viagem a partir daí. Mas, se por algum motivo, decidirem não alugar carro, saibam que a forma mais económica de ir do Aeroporto de Keflavík para o centro de Reykjavik (e vice-versa) é apanhando o shuttle Flybus. A viagem demora cerca de 45 minutos a 1 hora.

Quando ir e o clima

A Islândia é um destino incrível em qualquer altura, mas a experiência muda completamente conforme a estação do ano. O clima é famoso por ser imprevisível, mas há uma coisa a que ninguém se escapa: o frio!

O Verão (de Junho a Agosto) é a época mais popular para visitar a Islândia. Os dias são longos e o sol quase nunca se põe, proporcionando dias infinitos sob a luz suave do sol da meia-noite. Nesta época as estradas estão praticamente todas abertas, incluindo as F-roads, e é ideal para fazer a Ring Road, caminhadas por trilhos e participar em festivais locais. No Verão conseguem ainda ter a oportunidade de observar puffins, uma ave emblemática da Islândia, bem como a observação de baleias.

Já no Outono (Setembro e Outubro), as multidões diminuem e a paisagem ganha tons dourados e avermelhados. As temperaturas descem um pouco (entre 5 °C e 10 °C), e as auroras boreais começam a aparecer no céu. É uma óptima época para quem procura tranquilidade e preços mais baixos.

No Inverno (de Novembro a Março) desaconselhamos totalmente a viagem. Apesar de ser a altura mais barata do ano para viajar, existem muitas estradas cortadas, os dias são curtos e as temperaturas variam entre os -5 °C e os 5 °C. Em contrapartida, as auroras boreais chegam em força e podem caminhar dentro de uma gruta de gelo.

Para finalizar, na Primavera (Abril e Maio) as cascatas ganham força com o degelo, os dias são mais longos, o frio é tolerável e ainda há boas hipóteses de ver auroras boreais. Nós fomos no início de Abril, e em 7 dias, apenas apanhámos um dia de chuva intensa. Achamos que esta altura é o equilíbrio entre clima, preços e tranquilidade.

Como preparar a mala para a Islândia? O que levar?

Se estão a planear explorar a Terra do Fogo e do Gelo, é essencial escolherem a roupa adequada, para enfrentar as quatro estações num só dia. Assim sendo, fazer escolhas inteligentes é essencial para aproveitarem ao máximo esta ilha.

Usámos e abusámos da Decathlon para comprar a nossa roupa (sem gastar um rim), visto que nunca tínhamos feito uma viagem para um país tão frio. Portanto, todas estas dicas são testadas e aprovadas por nós! 🙂

Dicas rápidas e essenciais:

  • Independentemente da época do ano, têm mesmo de levar na mala roupa impermeável. Vão ser muito úteis para proteger do vento, da neve, da chuva e da água das cascatas.
  • O truque é vestir por camadas. E não, não tem de ser uma roupa volumosa.
  • Um item essencial para quem quer visitar as termas naturais é o fato de banho. Não se esqueçam dele em casa.
  • Usar e abusar de roupa térmica. Ficam justas ao corpo e têm uma capacidade de retenção de calor acima do normal.

Escrevemos um artigo inteiramente dedicado sobre este tema. Recomendamos que leiam com atenção todas as dicas para vos ajudar a “Fazer a mala para a Islândia”.

Seguro de Viagem

É obrigatório viajar com seguro de viagem? Não, não é. Mas nem sequer colocámos a hipótese de não fazer. Ainda para mais, sabendo das condições do país e de todos os riscos que corremos!

Apesar de os cidadãos europeus terem acesso a cuidados de saúde utilizando o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD), recomendamos fortemente que faça um Seguro de Viagem.

Como sempre, recorremos à IATI Seguros. Têm os melhores preços do mercado, sem franquias, e melhor, com atendimento em português.
Felizmente, desta vez não tivemos de accionar, mas gostamos de viajar prevenidos. Não só pela assistência em caso de doença, mas também por perca de malas, roubos, cancelamento de viagem, entre outros. É o velho lema: “Mais vale prevenir do que remediar”.

Quantos dias são necessários

Para uma viagem completa, dar a volta à ilha e desfrutar o máximo da Islândia, diríamos que o recomendado são 10 dias completos (sem contar com os voos).
No entanto, sabemos que nem sempre é possível realizar uma viagem de tantos dias, especialmente para um país tão caro. Ainda assim não recomendamos nunca menos de 5 dias completos. Obviamente que a viagem será mais corrida e não conseguirão ver tantos pontos, mas uma coisa é certa: vão adorar na mesma e vão querer voltar!

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Nós estivemos seis dias e meio no país e visitámos apenas a parte sul da ilha. Soube a pouco, não vamos negar, mas adorámos tudo o que vimos. Que país surreal!

Como visitar a Islândia

Na nossa opinião, a melhor forma de explorar a Islândia de lés a lés é alugar carro, fazendo uma road trip. Além da flexibilidade e liberdade, é uma excelente forma de maximizarem o tempo.

Apesar da Islândia não ser um país assim tão grande, tem vários pontos de interesse, a maioria distante entre eles. Além disso, conseguimos assim explorar tesouros escondidos e lugares remotos que não são facilmente acessíveis por transportes públicos.

Durante a nossa estadia, recorremos à empresa DiscoverCars para alugar carro, como fazemos sempre. Alugámos um Dacia Duster, a gasóleo e de cinco lugares. Assim, foi super fácil percorrermos a parte sul do país. Além de ser relativamente económico, é muito prático e deu-nos mais estabilidade em algumas estradas.

Como é conduzir na Islândia

Existe uma única estrada principal que circunda a ilha, a famosa Ring Road (estrada nº1), e passa por alguns dos locais mais emblemáticos. Esta estrada conta com uma extensão de mais de 1300 km, é totalmente alcatroada e raramente se encontra cortada, mesmo em caso de tempestade de neve. Assim sendo, estas estradas não exigem a utilização de um 4×4, apesar de ser necessário ter na mesma cuidados redobrados como a velocidade e distância de segurança.

Vão ouvir também falar muito das F-Roads, que conduzem às zonas montanhosas das Highlands. Para atravessarem estas estradas é obrigatório ter um carro 4×4 e autorização da empresa de aluguer. Além disso, convém saber que estas estradas estão apenas abertas durante os meses de Verão.

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Aplicações que vão ajudar na Road Trip na Islândia

De modo a garantir uma viagem mais tranquila, sugerimos que instalem estas aplicações nos vossos telemóveis, antes de ir.

  • safetravels.is – É uma ferramenta valiosa que facilita o planeamento, fornecendo informações sobre as condições das estradas e do tempo. Também envia alertas sobre possíveis perigos que possam condicionar a viagem.
  • Vedur.is – Dá-nos informações sobre o estado do tempo e do vento.
  • Road.is – Mostra as condições do tempo e da estrada. Convém consultar antes de seguir viagem.

Estacionamento na Islândia

Na Islândia, praticamente todos os locais mais emblemáticos são ao ar livre, na natureza. Ora, até poderia ser bastante útil para poupar dinheiro em entradas/bilhetes. Mas aí é que nos enganamos, visto que em praticamente todos os locais turísticos tem de se pagar estacionamento. Normalmente rondam os 5€ por carro. Portanto, o combustível e o estacionamento vão ocupar uma grande fatia do orçamento, fiquem já a contar.

Podem pagar os parques de estacionamento no local, ou através destas aplicações que são muito intuitivas e práticas:

Visto que o tempo na Islândia é bastante imprevisível e dado o estado das estradas, o risco de danos no carro é bastante mais alto comparado com outros países. A título de exemplo, o vento por vezes é tão forte que arranca as portas do carro, se as mesmas não forem abertas com muito cuidado. Além disso, vê-se muitos carros capotados na beira da estrada. Portanto, se querem viajar descansados, não arrisquem. Como alguém nos disse: “A Islândia não é um país para meninos”, e é verdade!

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Portanto, fazer seguro com Cobertura Total é MESMO obrigatório.  Assim sendo, e já que tínhamos feito a reserva pela DiscoverCars, fizemos também o seguro lá, já que fica bastante em conta! E adivinhem só… Tivemos mesmo de accionar!

Escrevemos um artigo totalmente dedicado a alugar carro na Islândia. Acreditamos que vai ser muito útil. Ah, e se quiserem saber como solucionámos este “percalço” têm mesmo de ler o artigo.

Dinheiro na Islândia e custo de vida

A Islândia é conhecida pela sua beleza natural… e também por ser um dos países mais caros da Europa. Na verdade é tudo caro: os alojamentos, transportes, gasóleo, refeições em restaurantes e tours.

A boa notícia é que para visitar a grande maioria das belezas naturais da Islândia não se paga entrada, visto que são ao ar livre. Já o mesmo não se pode dizer do estacionamento. Como referimos em cima, em praticamente todos os locais turísticos tem de se pagar parqueamento.

Além disso, saibam que a moeda oficial da Islândia não é o Euro, mas sim a Coroa Islandesa (ISK). No entanto, em praticamente todos os locais aceitam o cartão de multibanco. Isto é uma grande ajuda, visto que assim evita pagar taxas de levantamento. Nós utilizámos o Revolut, como sempre, e na verdade nem foi preciso levantar dinheiro nem fazer câmbio de euros.

Veja aqui como se vestir na Islândia

Com algum planeamento, é possível aproveitar o melhor do destino sem gastar uma fortuna. Deixamos algumas dicas de poupança:

  • Usar o Cartão Revolut durante toda a viagem, evitando assim taxas e comissões.
  • Cozinhar a maioria das refeições em casa, visto que os restaurantes são caríssimos.
  • Os supermercados mais baratos são o Bonus, Netto e o Kronan.
  • As bebidas alcoólicas são vendidas exclusivamente em lojas específicas chamadas Vinbudin, que por norma se encontram junto aos maiores supermercados. Como são muito caras, recomendamos que comprem à chegada no Duty Free.
  • A água islandesa é uma das mais puras do planeta, bem como a que sai da torneira. Não é necessário beber água engarrafada.
  • Levar alguns snacks e café solúvel para o longo do dia, principalmente nas zonas mais remotas.
  • Para poupar nos alojamentos, há quem faça a viagem em van ou autocaravana onde é possível pernoitar nos parques de campismo, ficando mais acessível.

Alojamentos na Islândia

Se estão a planear uma roadtrip pela Islândia, tal como nós, preparem-se para andar com a “casa às costas”. Isto é, ao visitar várias cidades é inevitável alternar alojamentos, visto que os locais ainda distam de algumas horas entre eles. Apesar de ser algo cansativo, irá poupar-lhe muitas horas de estrada e dinheiro em combustível, acredite.

Nós fomos com dois amigos nesta viagem, o que acabou por ajudar a equilibrar os custos. Mas na verdade, se tivéssemos ido só os dois, a opção mais viável seria alugar uma van e dormir em parques de campismo, pois os alojamentos são mesmo muito caros.

Assim sendo, percorremos a parte sul da ilha e fomos pernoitando em diferentes alojamentos. Demos prioridade a alojamentos tradicionais que incluíssem cozinha. Assim poupámos dinheiro em restaurantes.

Assim sendo, listamos os alojamentos onde ficámos em cada cidade:

Onde e como ver as auroras boreais

A aurora boreal é um dos fenómenos mais espectaculares da natureza. Ver uma é, para muitos viajantes, um sonho tornado realidade — e poucos lugares no Mundo oferecem condições tão perfeitas como a Islândia.

O que são auroras boreais e como se formam

As auroras boreais, também conhecidas como luzes do norte, são danças de luzes coloridas que iluminam o céu nocturno em tons de verde, roxo e rosa, criando um espectáculo mágico.

As auroras boreais são formadas pela interacção entre o vento solar e o campo magnético da Terra. Quando partículas carregadas provenientes do Sol colidem com os gases da atmosfera terrestre — principalmente oxigénio e azoto — libertam energia sob a forma de luz. É essa energia que vemos no céu como faixas luminosas a ondular, muitas vezes em constante movimento. As cores vivas da aurora boreal são ditadas pela composição química da atmosfera terrestre. As mais comuns são as verdes, mas também podem ser avermelhadas ou azuladas.

Como já percebemos, é obrigatório que exista actividade magnética para se conseguir observar uma aurora boreal. Como tal, convém saber qual é o Índice KP (KP-index no original), utilizado para medir a actividade geomagnética. O valor deste índice varia entre zero e nove, sendo que quanto mais elevado o índice maiores são as probabilidades de ver uma aurora boreal.

Condições a reunir para ver e fotografar auroras boreais

  • Boa visibilidade
  • Noites suficientemente longas e escuras
  • Índice KP >3
  • Céu limpo
  • Pouca luminosidade

Para observar auroras boreais na Islândia devem privilegiar os meses em que as noites são suficientemente longas, ou seja, entre Setembro e Abril.

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Melhores lugares na Islândia para ver auroras boreais

A Islândia é um dos destinos mais populares para observar este fenómeno natural, graças à sua localização e aos vastos espaços com pouca poluição luminosa. É possível observar auroras em qualquer parte da ilha, no entanto alguns sítios são mais propícios que outros.

Locais como Thingvellir, Kirkjufell, Vík ou a lagoa glaciar Jökulsárlón oferecem cenários deslumbrantes para quem quer testemunhar as luzes do norte.

Aplicações para ajudar a ver auroras boreais

Actualmente existem várias aplicações para telemóveis que nos ajudam a prever a actividade solar, as condições meteorológicas, o nível de escuridão do céu e nos dizem o valor do Índice KP.

Existem várias, mas listamos apenas algumas:

  • Hello Aurora
  • My Aurora Forecast & Alerts
  • Aurora Alerts
  • Aurora Forecast

As nossas dicas

  • Escolher a melhor altura do ano – Setembro a Abril.
  • As aplicações são realmente uma ajuda preciosa. Activem as notificações para receber alertas quando há actividade solar intensa.
  • Consultem o índice KP. Quanto mais alto (geralmente entre 4 e 7), maiores as hipóteses de ver auroras.
  • Verifiquem como está o céu. Mesmo com boa previsão, as nuvens podem estragar a visibilidade.
  • Quanto mais afastados das cidades estiverem melhor, onde há pouca poluição luminosa e pouco trânsito.
  • Para fotografar recomendamos o uso de um tripé, com exposição de 5–15 segundos e com um ajuste do ISO entre 800 e 3200. Ah, e não se esqueçam de levar baterias extras (o frio descarrega-as rapidamente).
  • Agasalhem-se. As noites são muito frias.
  • Se não quiserem preocupar-se com previsões ou condução nocturna, considerem fazer uma excursão de caça às auroras.
  • Tenham paciência. As auroras podem aparecer e desaparecer em minutos.

O que visitar na Islândia – Roteiro de 7 dias

Chegámos já muito tarde a Reykjavik. Recolhemos o nosso carro alugado no aeroporto e decidimos pernoitar perto da cidade, no Hotel Ísland Comfort.

Dia 1

Conseguimos recuperar com algumas (poucas) horas de sono e demos início à descoberta deste país incrível! Muitas aventuras e paisagens de outro Mundo esperavam por nós! Neste dia vamos percorrer o famoso Círculo Dourado (Golden Circle), o percurso turístico mais popular da Islândia. Localizado a curta distância de Reykjavík, reúne três dos locais naturais mais importantes e impressionantes do país: Parque Nacional de Thingvellir, Área Geotermal de Geysir e Cascata Gullfoss.

Rumámos então ao Parque Nacional Thingvellir, um dos locais mais emblemáticos da Islândia e classificado como Património Mundial da UNESCO.

Thingvellir localiza-se exactamente na zona onde as placas tectónicas Norte-Americana e Euroasiática se afastam. Este fenómeno cria vales profundos e fendas impressionantes, como a fissura Almannagjá. Este corredor natural é um dos raros sítios onde poderão caminhar entre dois continentes! Fascinante, não é?
Além disso, entre as placas encontra-se uma água tão cristalina que se tornou num spot de mergulho mundialmente conhecido, a fissura de Silfra.

O parque é muito grande e percorrê-lo pode levar entre duas a quatro horas, dependendo do número de trilhos que queiram fazer. De qualquer forma, sugerimos que estacionem o carro no parque de estacionamento P1 (1000 ISK, preço de 2025).
Daí começam com a vista de todo o parque a partir da plataforma e depois desçam pela fissura Almannagjá. Ao continuarem em frente chegam à Rocha da Lei, também conhecida como Lögberg, que tem uma alta bandeira islandesa.

Recomendamos ainda que continuem o trilho até chegarem à cascata de Oxarárfoss, que vale muito a pena! Daí podem voltar para trás até ao estacionamento ou continuar pelos trilhos.

Veja aqui como se vestir na Islândia

Pegámos novamente no carro e seguimos até outro ex-libris do país: a Cascata Brúarárfoss. Devemos confessar que este foi dos locais que mais gostámos de visitar. O que distingue Brúarárfoss de outras cascatas islandesas é o azul vivo das suas águas, resultado da água glaciar que flui do Langjökull. A cor da água é mesmo surreal!

Antigamente esta cascata era pouco visitada, pois exigia uma grande caminhada. Actualmente, existe um parque de estacionamento pago (750 ISK, preço de 2025), que encurta a caminhada para 5 minutos até chegar à cascata.

Seguimos então viagem até à Área Geotermal Geysir, mais um local bastante curioso da Islândia. Esta região oferece uma combinação rara de paisagens dramáticas e actividade geológica intensa. Aqui, o solo ferve literalmente sob os pés: fumos, buracos de lama borbulhante, fontes termais e explosões de água a ferver criam um cenário de outro planeta.

Neste complexo encontramos também o Great Geysir, que é o mais famoso da Islândia, visto que deu o nome a todos os outros no mundo, segundo consta. Embora actualmente permaneça maioritariamente inactivo, o vizinho Strokkur assegura o espectáculo, jorrando colunas de água quente até 30 metros de altura a cada 5-10 minutos.

Nunca é demais lembrar: nunca saiam dos trilhos marcados e zonas protegidas, nem ultrapassem as barreiras, pois existe zonas onde a água atinge temperaturas superiores a 100°C.
Deixamos outra nota importante: existe ali um centro de visitantes com restaurante, lojas e casas de banho. O estacionamento são 1000 ISK.

Onde alugar carro na Islândia

A neve teimava em não nos deixar, mas seguimos viagem com (ainda) mais cautela até à Cascata Gullfoss, completando assim o Círculo Dourado. O seu nome significa “Cascata Dourada”, uma referência aos tons dourados que surgem quando o sol ilumina a névoa densa criada pela força das quedas de água (que nitidamente não conseguimos ver).

A particularidade da Cascata Gullfoss está na sua dupla queda de água: a primeira com cerca de 11 metros e a segunda com aproximadamente 21 metros, que acabam por desaguar num imponente desfiladeiro do Rio Hvitá.
Toda a área de Gullfoss é bem sinalizada e oferece vários pontos de observação: miradouro superior e inferior. Ainda estamos no primeiro dia e… mais uma impressionante cascata!

Seguimos então para a última atracção do dia, a Cratera Kerid. Com cerca de 55 metros de profundidade, 170 metros de largura e 270 metros de comprimento, Kerid é uma cratera vulcânica relativamente jovem. Destaca-se pelas suas cores vibrantes: encostas vermelhas, musgos verde-vivo e um lago azul-turquesa que preenche o fundo da cratera.

Diferente de outras crateras islandesas, Kerid não é resultado de uma explosão. Em vez disso, acredita-se que se trata de um cone vulcânico colapsado, que perdeu a sua câmara de magma.
É possível percorrer o topo da cratera num trilho bem definido e ainda descer uma escadaria que conduz ao fundo da cratera. Sem dúvida, mais um local imperdível na Islândia.

Para visitar a cratera e o lago Kerid, é necessário pagar uma taxa de entrada de 600 ISK por pessoa.

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Já estava a anoitecer e fizemos as primeiras compras da viagem no supermercado Bónus de Selfoss. Uma vez que se trata de um país tão caro, fazer as refeições nos alojamentos foi a forma que arranjámos para cortar nas despesas. E acreditem, foi uma grande ajuda!

O alojamento escolhido para esta noite foi em Hella, no Farmer’s Guest House. A casa tinha toda as comodidades necessárias e, além disso, foi aqui que fomos presenteados com uma das maiores auroras boreais da nossa viagem! Fechámos o primeiro dia completamente rendidos!

Resumo do 1º dia:

  • Parque Nacional Thingvellir e Cascata Oxarárfoss
  • Cascata Brúarárfoss
  • Área Geotermal Geysir
  • Cascata Gullfoss
  • Kerid crater

 

Dia 2

Mais um dia, mais paisagens estonteantes. Começámos por visitar a Cascata Gluggafoss, pouco visitada, perfeito para quem procura fugir das multidões (estacionamento: 1000 ISK). Nesta cascata a água desce por duas secções distintas, através de aberturas naturais na rocha, criando “janelas” que fazem um efeito visual raro e encantador.

Seguimos depois para uma das mais fotogénicas cascatas islandesas, a Cascata Seljalandsfoss. Esta cascata cai de uma altura de cerca de 60 metros, criando um cenário digno de cartão-postal. No entanto, destaca-se por permitir uma perspectiva única: ver a cascata por trás. Um trilho circular leva os visitantes a uma pequena gruta natural que abre caminho para esta vista impressionante.

Experimentar a sensação de estar do outro lado de uma cascata é fascinante. É literalmente “tomar banho de glaciar”.

Ainda no mesmo parque, a apenas 500 metros de Seljalandsfoss encontra-se a Cascata Gljúfrabúi, uma cascata escondida dentro de um cânion estreito. Para lá entrar, é preciso caminhar por pedras dentro de um pequeno riacho — mas vale cada passo. Cuidado para não escorregar – o caminho é mesmo muito estreito.

Dicas para visitar as Cascatas Seljalandsfoss e Gljúfrabúi:

  • Levar impermeável e protecção para a câmara. Vão molhar-se e vão, não há volta a dar.
  • Usar calçado antiderrapante, visto que o trilho é bastante escorregadio.
  • Visitar ao início da manhã ou final da tarde para evitar multidões.
  • Se forem fotografar, preparem-se para limpar a lente frequentemente.
  • O acesso é fácil, mesmo junto à estrada.
  • Estacionamento: 1000 ISK.

Antes de chegarmos à próxima paragem, no caminho de carro, aproveitem para contemplar o Eyjafjallajökull, o vulcão glaciar que saltou para as bocas do Mundo, quando a sua erupção causou o caos no espaço aéreo europeu, levando ao cancelamento de milhares de voos.

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Eis que chegamos então a outra cascata que dispensa apresentações, a Cascata Skogafoss. Quando fomos, em 2025, não se pagava estacionamento, mas pelo que percebemos essa mudança estará para breve.

Considerada por muitos a “cascata perfeita”, Skógafoss tem 62 metros de altura e quase 30 metros de largura. Está localizada num lugar impressionante: a água cai sobre um leito de pedras negras que contrastam com o verde esmeralda das encostas.

Chegar perto da cascata impressiona pela sua força e em dias de sol é frequentemente acompanhada de arco-íris duplos.
Para ter outra perspectiva da cascata, existe a possibilidade de subir ao topo por uma escadaria de mais de 400 degraus. Não vamos negar, custa subir tantos degraus. Além disso, não achamos muito seguro fazê-lo em dias de chuva e muito vento (como era o caso). No entanto, a vista compensa muito!

No dia em que fomos estava a chover copiosamente e não conseguimos aproveitar o local da forma como queríamos, como tal, voltámos cá noutro dia.

Ali perto, ainda vimos pelo lado de fora o Skogar Museum, porque achámos as casinhas muito amorosas! Este museu tem uma colecção variada de artefactos, incluindo um museu ao ar livre, onde os visitantes podem conhecer o património arquitectónico islandês.

Seguimos viagem até ao Miradouro Dyrhólaey. A vista lá de cima é simplesmente fabulosa, das mais belas paisagens da Islândia. Este promontório oferece vistas de cortar a respiração sobre falésias dramáticas, praias de areia preta, colunas de basalto e o famoso arco natural de Dyrhólaey, esculpido pela força do Atlântico. Mas, mais uma vez, não tivemos sorte com o tempo.

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A próxima paragem é a Reynisfjara Beach, um local idílico. Famosa pela sua areia preta vulcânica, colunas de basalto, cavernas esculpidas pelo mar e ondas poderosas, Reynisfjara oferece um dos cenários naturais mais fotogénicos da Islândia.

Ao fundo, para completar a paisagem, dois rochedos emergem do Oceano Atlântico, empinados, contrastando com a espuma provocada pelas ondas do mar. São as Reynisdrangar, protagonistas de inúmeras lendas islandesas. Ah, e não podemos deixar de mencionar as colunas de basalto hexagonais, conhecidas como Hálsanefshellir, que parecem quase um anfiteatro natural.

Considerada por muitos uma das praias mais bonitas do Mundo, esta tem tanto de bonita como de perigosa. As chamadas “sneaker waves” (ondas traiçoeiras) podem surgir sem aviso e puxar visitantes para o mar com força extrema. Estas ondas acontecem esporadicamente e têm um alcance muito maior do que as ondas normais. Inclusive, todos os anos há acidentes mortais com turistas nesta praia, ao ponto de terem sido colocados semáforos à entrada da praia. Portanto, todo o cuidado é pouco!

Recomendações de segurança essenciais

  • Nunca se aproximem da linha de água.
  • Mantenham sempre uma margem de segurança de vários metros.
  • Prestem atenção aos sinais e instruções locais.
  • Não subam às rochas junto às ondas.
  • Cuidado ao entrar na caverna: o mar pode encher a área rapidamente.

Poucos quilómetros à frente chegamos a Vík í Mýrdal, conhecida simplesmente como Vík, uma vila bastante fotogénica da costa sul do país. Para terem a vista deste famoso cartão postal, coloquem no Maps “Cemitério de Vík”.

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Para finalizar o dia, visitámos um local pouco visitado, no entanto muito caro para o que oferece, na nossa opinião. O estacionamento/entrada custa 1000 ISK. Trata-se da Hjorleifshofoi Cave, cuja abertura lembra um pouco o Yoda de Star Wars, se olharmos de dentro.

Bem, na verdade nós fomos lá apenas pela cave, mas é possível subir até ao cume (45–60 minutos) através de um trilho, que oferece vistas estonteantes. Este é um dos lugares mais tranquilos e isolados da costa sul, ideal para quem gosta de caminhadas fora dos circuitos turísticos.

A caminho do alojamento, vemos na estrada Laufskalavarda, que são campos de lava. Que cenário!
Assim sendo, ficámos duas noites no The Holiday Houses by Stay in Iceland, que se localiza perto de Vík, visto que os preços no centro da vila eram proibitivos para a nossa carteira!

Resumo do 2º dia:

  • Cascata Gluggafoss
  • Cascata Seljalandsfoss e Gljúfrabúi
  • Eyjafjallajökull
  • Cascata Skogafoss
  • Skogar Museum
  • Miradouro Dyrhólaey
  • Reynisfjara Beach
  • Vík
  • Hjorleifshofoi Cave
  • Laufskalavarda

 

Dia 3

O terceiro dia avizinha-se bem gelado… já vão perceber porquê! A primeira paragem do dia foi no Glaciar Svínafellsjokull, um dos cenários naturais mais impressionantes e fotogénicos do país.

O glaciar ganhou fama após servir de cenário para o Game of Thrones e Interstellar. As suas paredes de gelo azul, misturadas com estratos de cinzas vulcânicas, criam um contraste único e quase surreal.
O Glaciar Svínafellsjokull oferece vistas panorâmicas logo a partir de miradouros próximos do parque de estacionamento, o que torna a caminhada bastante acessível.

Mais à frente, parámos ainda para conhecer o lago glaciar Fjallsárlón. Este lago glaciar oferece uma atmosfera mais tranquila, íntima e igualmente deslumbrante. Isto significa mais espaço, silêncio e a possibilidade de apreciar o ambiente sem multidões, o que faz dele um dos segredos mais bem guardados da Islândia.

Seguimos então para o vizinho mais famoso, o lago glaciar Jokulsárlón (estacionamento: 1000 ISK). Mas antes de explorarmos a zona, tínhamos hora marcada para fazer um tour a uma gruta de gelo… ah, belisquem-nos!!

O que é uma gruta de gelo?

As grutas de gelo são cavidades temporárias que se formam dentro dos glaciares devido à água de degelo que escava túneis no gelo compacto. São estruturas naturais e dinâmicas, mudando de forma e localização todos os anos. Portanto, visitar uma é como entrar num mundo que só existe naquele inverno específico.

Melhor época para visitar uma gruta de gelo

Explorar uma gruta de gelo em Jökulsárlón é uma das experiências mais extraordinárias que a Islândia oferece durante o Inverno (meados de Novembro a finais de Março). Fora deste período, as grutas tornam-se instáveis e perigosas, impossibilitando os tours.

Veja aqui como se vestir na Islândia

Como funciona o tour

Antes de vos explicarmos tudo, convém saber que só é possível visitar as grutas com guia certificado, sendo que o equipamento de segurança é obrigatório. Os guias avaliam diariamente as condições da gruta e os tours podem ser cancelados por mau tempo ou instabilidade do gelo.

O nosso tour estava marcado para as 13h, sendo que o ponto de encontro é no estacionamento. Daí, o grupo vai num super-jeep (veículos 4×4 especiais), atravessando terrenos de gravilha e neve inacessíveis a carros normais. O passeio demora cerca de 20-30 minutos.

Depois fazemos uma curta caminhada até à gruta com crampons e capacete (fornecidos pela empresa). A caminhada é fácil e acessível à maioria dos viajantes.

Já dentro da gruta, o guia explica a formação do gelo, as diferentes tonalidades e os processos glaciares. Num mundo hipnotizante de gelo azul cintilante, onde cada formação glaciar conta uma história esculpida pelo tempo, o tempo parece parar. Os tons brilhantes de azul reflectem a pureza do gelo. É impossível não ficarmos boquiabertos! São cerca de 40 minutos de pura magia…

Daí regressamos novamente ao super-jeep e depois ao estacionamento da Lagoa do Glaciar Jokulsárlón. Todo o passeio dura entre 2 a 3 horas.

Onde reservar e quanto custa

Nós, tal como a maioria das excursões que fazemos, reservamos no GetYourGuide. Neste caso em particular, fizemos este tour. Recomendamos reservar com antecedência, para garantir vagas.

Os valores variam consoante a empresa, mas geralmente situam-se entre 120€ e 200€ por pessoa, dependendo do tamanho do grupo e do tipo de tour. É um tour caro? Sim, é. Mas acreditem, vale cada cêntimo. É uma experiência única!

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O que levar

  • Roupa térmica e impermeável
  • Botas de caminhada e impermeáveis
  • Luvas e gorro
  • Câmara fotográfica e/ou telemóvel
  • Mochila pequena
  • Vontade de aventura

Chegámos então novamente ao lago glaciar Jokulsárlón, repleto de icebergs azulados à deriva que oferece um espectáculo único e inesquecível.

O lago está ligado directamente ao Oceano Atlântico, o que cria correntes que fazem os icebergs moverem-se, rodopiarem e colidirem de forma contínua. Aqui também é possível o avistamento de focas, a descansarem sobre blocos de gelo.

Literalmente do outro lado da estrada, localiza-se a Diamond Beach, o nosso último passeio do dia. Esta praia de areia vulcânica negra recebe pequenos e grandes blocos de gelo, criando um cenário dramático. Nenhuma visita é igual, visto que as formas, tamanhos e texturas mudam diariamente. Ah, e para os amantes de fotografia sugerimos que vão ao nascer ou pôr do sol, pois a luz da praia torna-se ainda mais mágica.

A Diamond Beach é um destino que impressiona pela sua simplicidade e beleza natural. Mas ver gigantes de gelo serem arrastados para a praia é um espectáculo tão belo quanto triste. É um alerta para os efeitos do aquecimento global. Vale a pena pensar nisso!

Resumo do 3º dia:

  • Glaciar Svínafellsjokull
  • Fjallsárlón
  • Jokulsárlón
  • Tour à gruta de gelo
  • Diamond Beach

 

Dia 4

Começámos o quarto dia na Islândia num local que adorámos, o Cânion Fjadrárgljúfur (estacionamento: 1000 ISK). Trata-se de um cânion com aproximadamente 2 quilómetros de comprimento e mais de 100 metros de profundidade, resultado de erosão glaciar combinada com o fluxo contínuo do rio Fjadrá.

O percurso tem aproximadamente 2 km a partir do parque de estacionamento e é acessível para a maioria dos visitantes. Ao longo da caminhada há vários miradouros, sendo que no final do trilho encontra-se a cascata Mogáfoss, um dos pontos mais fotografados do cânion.

Como já tínhamos referido em cima, sete dias de estadia não nos permite dar a volta completa à ilha (pelo menos, viajando devagar e apreciando os locais). Deste modo, não poderíamos continuar para Norte, mas sim regressar tudo para trás, pela mesma estrada que nos levara até ali. É o dia mais aborrecido da viagem, não vamos negar. Mas tivemos uma excelente ideia: voltar aos locais que mais gostámos e que não tínhamos conseguido visitar/apreciar no segundo dia, porque estava um tempo horrível.

Regressámos então ao Miradouro Dyrhólaey, onde já se conseguia ver a vista incrível, e ainda à Cascata Skogafoss. Agora sim, conseguimos sentir a força e imponência da cascata. Que brutalidade!

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No roteiro do segundo dia estava planeado ainda outra cascata ali perto, mas nem nos atrevemos a ir lá. Desta vez, não nos escapou – e por sinal, foi das que mais gostámos – a Cascata Kvernufoss.

A Kvernufoss é uma cascata com cerca de 30 metros de altura, sendo que é possível passar por detrás da queda de água, proporcionando uma experiência semelhante à de Seljalandsfoss, mas num ambiente muito mais calmo e selvagem.

O vale onde está inserida é estreito, coberto de musgo e rodeado de paredões rochosos que lhe dão um ar quase mítico. O trilho tem aproximadamente 700 metros até à cascata, bastante acessível.
Se desejam conhecer a Islândia para além dos pontos mais turísticos, Kvernufoss é um destino obrigatório. Diríamos até que é a “Cascata Secreta da Islândia”. Fica a dica!

Daí rumámos até ao nosso alojamento, Móar Cottage, que se localiza em Akranes. É uma viagem cansativa, mas as paisagens islandesas compensam tudo!

Resumo do 4º dia:

  • Cânion Fjadrárgljúfur
  • Miradouro Dyrhólaey (segunda vez)
  • Cascata Skogafoss (segunda vez)
  • Cascata Kvernufoss

 

Dia 5

Sugerimos que se levantem mesmo cedinho para aproveitar o dia da melhor forma – vai ser longo. Está na hora de conhecer a parte oeste da ilha. Numa viagem que leva quase duas horas, eis que chegámos à montanha mais fotogénica do país, a Montanha de Kirkjufell (estacionamento: 1000 ISK).

Esta montanha eleva-se até cerca de 463 metros de altura e destaca-se pela sua forma simétrica e pela inclinação suave que a faz parecer quase esculpida à mão.
Aos pés de Kirkjufell encontramos Kirkjufellfoss, três pequenas cascatas em comparação com outras do país, mas que acabam por dar à montanha um encanto maravilhoso. A montanha tornou-se ainda mais famosa depois de ter sido cenário de Game of Thrones.

Seguimos pela península de Snaefellsnes, conhecida pelas suas aldeias tradicionais, pelo poderoso glaciar Snaefellsjokull e por paisagens de cortar a respiração. Entre estes cenários, encontra-se um dos segredos mais encantadores da região: a Ingjalshóll Church, também chamada de Hellisandur Church, uma das igrejas mais antigas e fotogénicas de toda a Islândia.

Parámos o carro, tirámos algumas (muitas até) fotografias à igreja integrada na paisagem natural e voltámos a seguir viagem.

Chegámos então ao melhor spot para almoçar a nossa marmita, a Skarosvík Beach. Trata-se de uma praia de areia clara — algo extremamente incomum na Islândia, visto que são quase todas de areia preta — rodeada por falésias e formações de lava negra que criam um visual quase irreal.

Daí seguimos para outra vista imperdível, no Svortuloft. Trata-se de uma série de falésias de basalto negro, esculpidas por antigas erupções vulcânicas e pela força constante do Atlântico Norte. Além da vista ser maravilhosa, destacamos ainda o farol moderno e pintado num laranja vibrante que se destaca de forma espectacular contra a paisagem escura.

Como alugar carro na Islândia

O próximo ponto de paragem é na pequena vila costeira de Arnarstapi. Aqui encontra-se uma das esculturas mais intrigantes e fotogénicas da Islândia: a estátua de Bárdur Snaefellsás. Feita de pedras locais, esta figura representa um ser meio humano, meio troll, considerado o protector sobrenatural do glaciar Snaefellsjokull. Para muitos islandeses, ele personifica a força natural e espiritual da península.

Seguimos o caminho bem marcado junto às falésias até chegarmos à Arnarstapi Stone Bridge. É uma formação geológica composta por basalto vulcânico, onde o mar e o vento criaram um arco natural. A estrutura parece mesmo uma ponte de pedra perfeita!

Daí fomos conhecer a icónica Búdakirkja, a igreja negra. O seu tom escuro deve-se à tinta de alcatrão, tradicionalmente usada para proteger estruturas de madeira contra as difíceis condições climatéricas islandesas. Faz as delícias de qualquer fotógrafo!

O dia já ia longo, e a próxima e última paragem foi num local épico, na Ytri Tunga (estacionamento: 650 ISK). E o que torna esta praia de areia dourada tão especial? O motivo é simples: é o melhor lugar da Islândia para observar focas no seu habitat natural.
Aqui, podemos ver focas a descansar, a nadar ou a brincar nas ondas. E nem foi preciso procurar muito… elas já estão habituadas à presença de humanos! Ficámos completamente rendidos!

De coração cheio, regressámos a Reykjavík, onde íamos ficar hospedados.

Resumo do 5º dia:

  • Montanha de Kirkjufell
  • Ingjalshóll Church
  • Skarosvík Beach
  • Svortuloft
  • Estátua de Bárdur Snaefellsás
  • Arnarstapi Stone Bridge
  • Búdakirkja
  • Ytri Tunga

 

Dia 6

A nossa (incrível) viagem estava quase a terminar, portanto teríamos de aproveitar este dia ao máximo! Reservámos a manhã para conhecer a capital. Deixámos o carro neste parque de estacionamento que era dos mais baratos que encontrámos e fomos então explorar  Reykjavík.

Começámos com um passeio à beira-mar, até encontrarmos a Escultura Sólfar, também conhecida como Sun Voyager. Criada pelo artista Jón Gunnar Árnason, foi inaugurada em 1990 como parte das celebrações dos 200 anos da cidade.
A obra, com a forma de um barco, é frequentemente associada a uma embarcação viking, e que simboliza a descoberta, progresso e liberdade.

Uns metros à frente está a localizada a Harpa, um dos maiores marcos culturais e arquitectónicos da ilha. Trata-se de um centro de concertos e conferências, que apresenta uma fachada deslumbrante e moderna.

Demos ainda uma passagem rápida pelo Hard Rock Cafe Reykjavík. Quem nos lê há mais tempo, sabe que não falhamos um!

Chegámos então a outro ponto obrigatório na cidade, a Skólavordustígur, também conhecida como Rainbow Street. Esta rua vibrante  destaca-se pelas suas casas e chão coloridos, simbolizando a celebração da diversidade e o espírito inclusivo da cidade. Está repleta de lojas, cafés, galerias de arte e restaurantes.

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Já no horizonte destaca-se a Igreja Hallgrímskirkja, pelo que é para lá mesmo que nos dirigimos! A igreja é um dos marcos mais icónicos e uma das construções religiosas mais impressionantes da Islândia. Com cerca de 75 metros de altura, é a estrutura mais alta do país e pode ser vista de praticamente qualquer ponto da cidade.

A sua arquitectura impressionante foi inspirada nas formações de basalto das paisagens islandesas, como as colunas basálticas que formam as maravilhosas colunas de lava vistas em várias partes do país. A entrada é gratuita, no entanto subir à torre tem um custo de 1500 ISK por pessoa.

Daí fomos provar os famosos Snúdur/ Cinnamon Rolls, no Braud & Co. Trata-se de uns rolos de canela ma-ra-vi-lho-sos! Cada um custa 790 ISK e vale cada cêntimo. Não deixem de provar!

Demos mais uma voltinha pelo centro para fazer as últimas compras e contemplar a arquitectura tão moderna e contemporânea da cidade.

Acabámos por almoçar num sítio muito afamado, no Baejarins Beztu Pylsur. Aqui servem o cachorro-quente mais famoso da cidade e cada custa 820 ISK. A nossa sincera opinião? Não vale assim tanto a fama… Nunca provaram um cachorro-quente nas nossas barraquinhas. 😏

Veja aqui como se vestir na Islândia

A parte da tarde foi reservada a relaxar nas águas termais da Islândia. Depois de uma viagem tão intensa, era mesmo o que precisávamos! Inicialmente tínhamos feito a reserva para ir à Blue Lagoon. No entanto, dois dias antes o vulcão erupcionou, o que levou ao encerramento e evacuação da Lagoa Azul e da cidade vizinha de Grindavík. Esta região tem sido palco de intensa actividade vulcânica, com várias erupções desde 2023. A evacuação é uma medida de segurança para proteger os visitantes e a população. Não saberíamos se iria reabrir no dia da nossa reserva ou não, e deste modo pedimos o reembolso dos bilhetes e optámos por visitar a Sky Lagoon. Localizada a poucos minutos do centro de Reykjavik, esta lagoa geotérmica combina o bem-estar islandês com um cenário natural impressionante.

Quando ir, como reservar e horários

A Sky Lagoon é maravilhosa todo o ano. No Verão dá para aproveitar o sol da meia-noite e a luz interminável. Já no Inverno há a possibilidade de observar auroras boreais enquanto relaxa na água quente.

Existem vários tipos de bilhetes. Nós comprámos este e correu tudo lindamente, como é habitual. É possível usufruir das 11h às 22h.

O que levar 

  • Fato de banho
  • Chinelos
  • Telemóvel (com capa protectora)
  • Escova do cabelo
  • Roupa interior

O que é fornecido: champô e condicionador, secador de cabelo e toalha.

Experiência na Sky Lagoon

Logo à chegada, apresentamos os bilhetes e dão-nos uma pulseira que funciona como chave do cacifo e também como cartão de crédito para todas as compras.

Reserve aqui as tours na Islândia

Daí seguimos para os balneários onde temos todas as comodidades. Existem duas possibilidades, mediante o tipo de bilhete que compraram: com o Sér Pass, os vestiários são privativos bem como as cabines de chuveiro que têm produtos corporais exclusivos. Com o Saman Pass, os vestiários e chuveiros são compartilhados.

Daí seguimos para uma incrível piscina infinita com água aquecida naturalmente entre 38°C e 40°C, com vista para o Oceano Atlântico. Relaxem e aproveitem a cascata ou se quiserem, peçam algo no bar. O contraste com a água quente e o ar frio é mesmo maravilhoso!

Além disso, outro dos grandes destaques da Sky Lagoon é o Ritual dos 7 Passos, inspirado nas tradições islandesas de saúde e relaxamento:

  1. Banho na lagoa quente – para relaxar os músculos e acalmar o corpo.
  2. Mergulho na piscina fria – melhora a circulação e desperta os sentidos.
  3. Sauna com vista panorâmica – um grande vidro oferece uma vista fantástica para o oceano.
  4. Chuveiro frio com névoa geotérmica – ajuda a equilibrar a temperatura corporal de forma gradual.
  5. Esfoliação do corpo inteiro com scrub natural – produto islandês com ingredientes que purificam e revitalizam a pele.
  6. Banho de vapor – para intensificar a absorção da esfoliação e limpar as vias respiratórias.
  7. Duche final e regresso à lagoa quente – para fechar a experiência em total relaxamento.
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Depois destes sete passos, completamente relaxados, podemos voltar à lagoa aquecida o tempo que quisermos.

Acreditem, vale cada cêntimo gasto. Viajar na Islândia é muito intenso, portanto reservem os últimos dias para relaxarem. Fará toda a diferença!

Muito mais relaxados, fomos para o hotel. Ficámos no ABC Hotel by Reykjavik Keflavik Airport, por ser mais perto do aeroporto, já que tínhamos voo no dia seguinte.

Resumo do 6º dia:

  • Escultura Sólfar
  • Harpa
  • Hard Rock Cafe Reykjavík
  • Skólavordustígur
  • Igreja Hallgrímskirkja
  • Braud & Co
  • Baejarins Beztu Pylsur
  • Sky Lagoon

 

Dia 7

E eis que chegámos ao último dia desta aventura por terras islandesas! Tudo o que é bom acaba depressa…

Mas o nosso voo era apenas à hora do almoço, pelo que ainda tínhamos algumas horas da manhã para explorar mais (en)cantos. Assim sendo, fomos até à Bridge Between Continents. Como o próprio nome indica, a ponte entre dois continentes une a Placa Tectónica Norte-Americana e a Placa Tectónica Euroasiática, que se afastam lentamente cerca de 2 a 3 cm por ano.
Caminhar sobre ela é literalmente dar passos entre continentes, numa paisagem vulcânica que conta milhões de anos de história geológica.

O plano inicial era visitar a Área Geotérmica de Seltun, mas ainda estava interdita devido ao vulcão. Assim sendo, decidimos ir à Gunnuhver Geothermal Area. Aqui, a natureza mostra a sua força de forma crua: vapor a alta pressão, piscinas de lama borbulhante, crateras fumegantes e um ambiente quase extraterrestre. Demos assim por terminada a viagem com este cenário poderoso!

Foi mesmo uma viagem que não vamos esquecer nunca. A Islândia é um país surreal…

Resumo do 7º dia:

  • Bridge Between Continents
  • Gunnuhver Geothermal Area

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