Escondida entre as águas cristalinas do mar Jónico e os picos dramáticos dos Alpes, a Albânia é um destino que surpreende até os viajantes mais experientes. Durante décadas, este pequeno país dos Balcãs permaneceu isolado do olhar turístico, o que lhe permitiu conservar uma autenticidade rara na Europa moderna. Hoje, abrir as portas da Albânia é como folhear um livro de histórias esquecidas — vilarejos de pedra onde o tempo parece ter parado, praias intocadas que rivalizam com as da Grécia e uma cultura vibrante. Se está à procura de uma viagem que combine aventura, história, hospitalidade calorosa e paisagens de tirar o fôlego, a Albânia é isso tudo! Venha descobrir o que fazer na Albânia, um dos segredos mais bem guardados da Europa.

Como chegar à Albânia
De momento, existe apenas um aeroporto na Albânia, que se localiza na capital do país (Tirana). Assim sendo, Tirana será o seu ponto de partida para explorar o país.
À partida chegará ao país de avião, pelo que a nossa recomendação, para garantir os melhores preços, é que faça a reserva dos voos com pelo menos três meses de antecedência, especialmente se viajar na época alta.

Neste momento só existem voos directos de Portugal pela EasyJet, apenas nos meses de Verão. Portanto, é possível viajar directamente de Lisboa para Tirana.
No nosso caso, como os preços dos voos directos não eram os mais apelativos, viajámos pela Air Serbia, com escala em Belgrado.
Todos os cidadãos da União Europeia podem entrar sem passaporte, apenas é necessário apresentar o Cartão de Cidadão com pelo menos 90 dias de validade.
Quando ir
A melhor altura para visitar a Albânia depende do tipo de experiência que procura, mas, de forma geral, os meses entre Maio e Setembro são ideais para a maioria dos viajantes.
Se o seu principal foco não é fazer praia, então os melhores meses para visitar a Albânia são Abril, Maio, Setembro e Outubro. Nestas alturas do ano as temperaturas também são bastante agradáveis, os preços dos alojamentos não são tão elevados e tem ainda o bónus de haver menos pessoas.

Pelo contrário, se as praias cristalinas albanesas chamam por si, então recomendamos os meses de Junho, Julho e Agosto, mas já sabe de antemão quais as contrapartidas.
Nós viajámos no início de Agosto (não tínhamos outra hipótese) e podemos afirmar sim, que é dos meses mais caóticos para visitar, no entanto, é completamente fazível.
Seguro de Viagem
É obrigatório viajar com seguro de viagem? Não, não é. Mas nem sequer colocámos a hipótese de não fazer.
A Albânia não pertence à União Europeia, pelo que de nada lhe valerá ter o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD), em caso de acesso a cuidados de saúde.
Como sempre, recorremos à IATI Seguros. Têm os melhores preços do mercado, sem franquias, e melhor, com atendimento em português.
Felizmente, desta vez não tivemos de accionar, mas gostamos de viajar prevenidos. Não só pela assistência em caso de doença, mas também por perca de malas, roubos, cancelamento de viagem, entre outros. É o velho lema: “Mais vale prevenir do que remediar”.
Quantos dias são necessários
Apesar da Albânia não ser um país assim tão grande, tem vários pontos de interesse, a maioria distante entre eles. A título de exemplo, nós viajámos durante 10 dias e conseguimos fazer e visitar tudo o que tínhamos planeado sem andar a correr, e ainda dedicámos algum tempo para descansar e relaxar. Ainda assim, achamos que o ideal será ficar 15 dias, afim de conhecer mais pontos de interesse e ainda relaxar.

No entanto, se não tem tanto tempo disponível, recomendamos no mínimo dos mínimos 7 dias. Vai saber a pouco, e claro, terá de abdicar de alguns locais, mas já sentirá o gostinho das bonitas paisagens com que a Albânia nos brinda! Além disso, saiba que na Albânia não existem muitas autoestradas e algumas das estradas estão em péssimo estado, o que faz com que distâncias curtas demorem muito a ser percorridas.
Como visitar a Albânia
Na nossa opinião, a melhor forma de explorar a Albânia de lés a lés é alugando carro, numa roadtrip. Além da flexibilidade e liberdade, é uma excelente forma de maximizar o tempo.
Nós alugámos carro na empresa MV Rental Car e correu tudo na perfeição. A entrega e devolução do carro foi feita no aeroporto de Tirana.
Condução na Albânia
É seguro conduzir na Albânia? Sim, mas com atenção redobrada. Conduzir na Albânia é, por vezes, uma aventura em si. Nas cidades o trânsito pode ser caótico, com regras de trânsito interpretadas de forma… criativa. Fora das zonas urbanas, vão encontrar estradas em boas condições, mas também algumas menos cuidadas, especialmente em áreas remotas ou montanhosas. A boa notícia? A maioria das rotas principais estão asfaltadas e bem sinalizadas, e a condução fora das grandes cidades oferece paisagens incríveis com muito menos trânsito.
No entanto, é muito comum demorar um grande par de horas para percorrer poucos quilómetros. Ora por causa do trânsito caótico, ou porque a estrada se encontra em péssimo estado. Tenham isso em atenção quando estiverem a montar o vosso roteiro na Albânia.
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Combustível
Comparativamente com o custo de vida na Albânia, achámos o combustível muito caro. Normalmente o preço é de 1,80€/litro. E além de ser caro, a qualidade do mesmo é péssima.
Pela nossa experiência, as empresas que têm uma melhor relação qualidade-preço são a Gega oil e a Kastrati.

Estacionamento
Não tivemos grandes dificuldades em encontrar estacionamento nas várias cidades. Sempre que tínhamos dúvidas se aquele local era pago ou não, perguntávamos aos moradores que passavam.
De qualquer forma, não nos livrámos de receber uma multa de estacionamento!🤦♀️Foi em Gjirokaster, perto do castelo. No entanto, os valores não são muito elevados. A multa de estacionamento era de 10€, mas se pagarem nos 15 dias seguintes, fica a metade do valor. Basta dirigirem-se a uma loja que se chama “Western Union” e procederem ao pagamento.

Como ter internet na Albânia
Não é recomendado utilizar os nossos dados móveis na Albânia, pois pagamos roaming, visto que não pertence à União Europeia. Assim sendo, a melhor opção para estar sempre contactável e ter internet é comprar um eSIM da Holafly.
Mal o avião aterra, ficam logo conectados e os pacotes incluem dados ilimitados, o que evita custos de roaming elevados. Além disso, é uma opção bastante prática, evitando que percam tempo a recorrer às empresas do aeroporto e não têm de tirar o vosso cartão SIM do telemóvel. Através deste link, têm 5% de desconto, aproveitem!
Dinheiro na Albânia
Como referimos em cima, a Albânia não pertence à União Europeia, pelo que a moeda oficial do país não é o Euro, mas sim o Lek Albanês – LEK (1€=98 LEK).
A nossa recomendação é que levantem logo algum dinheiro, pois nem sempre dá para pagar com o cartão. Ainda assim, há alguns locais que também aceitam Euros (e outras moedas, tais como Dólar ou Libras), mas confirmem sempre se o câmbio é vantajoso! Pela nossa experiência, raramente é.

Tal como em todas as nossas viagens, recomendamos a utilização de um cartão Revolut, que não cobra taxas adicionais por estarem a usar uma moeda diferente. No entanto, saibam que todos os bancos do país cobram uma taxa (alta) de levantamento, pelo que recomendamos quando levantarem dinheiro, seja uma quantia mais elevada.
No Verão de 2025, os bancos que cobravam uma menor taxa de levantamento eram o UnionBank (500 LEK) e o Credins Bank (600 LEK).
Alojamento na Albânia
Se estão a planear uma roadtrip pela Albânia, tal como nós, preparem-se para andar com a “casa às costas”. Isto é, ao visitar várias cidades é inevitável alternar alojamentos, visto que os locais ainda distam de algumas horas entre eles. Apesar de ser algo cansativo, irá poupar-lhe muitas horas de estrada, acredite.
O alojamento na Albânia não é caro, mesmo em época alta. Ainda assim, recomendamos que reserve os seus alojamentos com antecedência. Nós usamos sempre o Booking, pois dá para comparar vários alojamentos, e a maioria permite cancelar sem custos caso surja algum imprevisto.

Deixamos algumas dicas que ajudarão a poupar dinheiro:
- Se alugar carro, priorize alojamentos fora das grandes cidades. Os preços tendem a ser mais baixos e como tem carro, a deslocação não é problema.
- Aquando a reserva, verifique se o alojamento dispõe de estacionamento gratuito.
- Dê prioridade a alojamentos tradicionais que incluam cozinha. Assim irá poupar algum dinheiro em refeições.
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Assim sendo, listamos os alojamentos onde ficámos em cada cidade:
- Tirana (duas noites) – D1 Rooms & Apartments (já não encontramos no Booking, mas também não recomendamos)
- Lago Komani (uma noite) – Agroturizem Hotel Vila Franceze
- Shkoder (duas noites) – Tonis Apartment
- Berat (uma noite) – Guest House Zotkaj
- Saranda (três noites) – Azure Inn Hotel
- Himare (uma noite) – ChristAlex Guesthouse
- Tirana (uma noite) – Bajovah Apartments & Restaurant
O que fazer na Albânia – Roteiro de 10 dias
Como já referimos, o total da nossa viagem foram 10 (incríveis) dias, de norte a sul pela Albânia. Este roteiro pressupõe que a viagem seja feita de carro. Se não for o caso, acrescente mais um ou dois dias.
1º Dia: Tirana
Sugerimos que dediquem o primeiro dia a conhecer a capital do país – Tirana. Neste dia não vão precisar de carro, pois conseguem visitar a cidade a pé ou de transportes públicos.

Não é a cidade mais bonita ou com mais atracções, não vamos negar. Mas achamos que uma viagem à Albânia nunca ficaria completa sem visitar a sua capital e conhecer um pouco melhor a sua história.
A nossa recomendação é que conheçam o Novo Bazar, um mercado muito colorido e depois passem pela Ponte Tanner, uma ponte pedonal do tempo do Império Otomano.

Visitem ainda a grandiosa Mesquita Namazgah. Esta é das maiores mesquitas dos Balcãs e o seu interior além de enorme é mesmo bonito. De realçar que as mulheres têm de cobrir ombros e cabeça (lenços fornecidos à entrada) e tem uma entrada diferente dos homens – as mulheres ficam na parte superior e os homens na parte inferior.

Dali sigam para a Praça Skanderbeg, que homenageia o herói nacional da Albânia (Skanderbeg), visto que ajudou a libertar o país do controlo do Império Otomano. Ainda nesta praça podem encontrar o Museu da História Nacional, a Torre do Relógio e ainda a Mesquita Et’hem Bey. Recomendamos a visita ao seu interior, vão ver não vai desiludir.


Ainda naquela zona, podemos (e devemos!) visitar um dos dois bunkers existentes na cidade. Esta é das curiosidades mais peculiares da Albânia: estima-se que existam mais de 170 000 bunkers em todo o país! Tudo isto porque o seu ditador da altura do regime comunista vivia com muito medo de um possível ataque nuclear, que nunca chegou a acontecer, e decidiu construir imensos bunkers.

Assim sendo, recomendamos a visita ao Bunk’Art 2, que retrata a história da polícia secreta e da repressão durante o regime comunista na Albânia. A visita tem um custo de 900 LEK por pessoa.

Podem ainda visitar na cidade o Castelo de Tirana, um espaço com várias lojas e restaurantes, e ainda a “escultura da nuvem” – The Cloud.
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Para terminar, demos um pulo a um dos bairros mais emblemáticos de Tirana, o Blloku. Gostámos muito desta zona!

Para regressar ao hotel, apanhámos um autocarro que custa apenas 40 LEK por viagem!
2º Dia: Lago Bovilla e Kruje
O segundo dia começa bem cedo, rumo ao Lago Bovilla. De Tirana ao lago são apenas cerca de 25km, no entanto a estrada está em péssimas condições, levando assim muito tempo. Se vale a pena todo este “sacrifício”? Honestamente achamos que sim, porque realmente é um sítio muito bonito. Mas se não tiverem tantos dias na Albânia ou não se sentirem confortáveis em levar o carro, saibam que há locais igualmente bonitos no país.

Assim sendo, e já ultrapassados todos esses obstáculos, chegamos ao Lago Bovilla. Recomendamos que estacionem o carro junto ao Restaurante Bovilla. Toda a paisagem e a cor da água são fascinantes. É deste enorme reservatório que sai a maioria da água potável que abastece a capital Tirana.
Daí é possível fazer uma caminhada pela Montanha Gamti até chegar ao miradouro, e assim conseguir uma vista privilegiada para o lago. Inacreditável!

Lago visitado, seguiu-se mais uma hora e meia de estrada até chegarmos ao próximo ponto: Kruje. Existe estacionamento gratuito nas imediações da cidade, nomeadamente aqui.
Kruje é uma cidade muito pitoresca e uma das mais famosas da Albânia. A sua importância deve-se ao facto de ser a cidade natal de Skanderbeg, que libertou o país da invasão do Império Otomano.
Aqui o segredo é: percorram as fotogénicas ruelas sem pressas e sem destino. Acreditem, é o melhor plano. A maioria do tempo é passado no Bazar Antigo, um mercado com mais de 500 anos. Aqui vão encontrar bastante artesanato e produtos locais, super acessíveis. Durante o passeio, não deixem de espreitar a Mesquita Murad Bey.
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Não deixem de visitar também o Castelo de Kruje. Nesta zona vão encontrar o Museu de Skanderbeg que se dedica à vida e à luta de Skanderbeg, e ainda o Museu Etnográfico de Kruje, que mostra o modo de vida tradicional albanês. Além disso, caminhar pelas muralhas oferece vistas espectaculares da região.
Devemos confessar que viemos completamente rendidos às ruas de Kruje!

Terminámos a visita a meio da tarde e esperava-nos mais três horas de estrada até ao próximo destino: Lago Komani. Pelo caminho vão encontrando alguns supermercados. Acabámos por parar num SPAR para comprar mantimentos para o dia seguinte.
Chegámos ao Agroturizem Hotel Vila Franceze já de noite, visto que (pasmem-se!) a estrada para chegar ao Lago Komani está em péssimas condições. Muitos buracos, troços de terra batida e algumas estradas apertadas é o que vos espera – conduzam com muita precaução. Acabámos por jantar no hotel e descansar de tantas horas de viagem!
3º Dia: Lago Komani
O Lago Komani foi um dos locais que mais gostámos de visitar na Albânia. Trata-se de um lago artificial, formado em 1985 com a construção da barragem de Koman, no rio Drin. Possui cerca de 34 km de extensão e passa por desfiladeiros estreitos, montanhas íngremes, cavernas e encostas verdes. Um local surreal!

Assim sendo, a melhor forma de o visitar é através de uma viagem de barco! Embora não tenhamos planeado realizar a mítica travessia do lago entre Koman e Fierze, não poderíamos deixar de aproveitar este sítio. Como tal, optámos por fazer esta tour que nos permitiu fazer um passeio de barco do Lago Komani ao Rio Shala, repleta de momentos inesquecíveis. O passeio custou 30€ por pessoa (valores de 2025).
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A maioria dos passeios começa por volta das 9h/9h30 da manhã e partem do Píer do Lago Komani. Se estiverem de carro, tal como nós, sugerimos que cheguem cedo e estacionem o carro antes do Tunel do Lago Komani. Existem vários parques privados disponíveis, onde na maioria se paga 5€ por dia (valores de 2025). Do estacionamento seguimos até ao porto a pé através de um curto percurso, incluindo passando pelo túnel.

Chegando ao porto, basta procurarmos pelo nosso barco e mostrar ao guia a reserva. O passeio é realizado por um barco de madeira a motor completamente panorâmico e a viagem até Lumi i Shales demora cerca de 75 minutos.
Todo o trajecto é idílico, sendo que a cada quilómetro percorrido a paisagem fica cada vez mais selvagem e única. Navegar pelas águas azuis turquesa, entre desfiladeiros ora verdejantes ora rochosos, é uma das melhores experiências a ter na Albânia. Não é à toa que o Lago Komani é apelidado de “Tailândia da Albânia”, pois oferece paisagens deslumbrantes de montanhas escarpadas e águas cristalinas, tornando a viagem de barco uma experiência verdadeiramente cénica. Na nossa opinião, a comparação com a Tailândia não é de todo descabida.
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Chegámos então a Lumi i Shales e nem queríamos acreditar no que os nossos olhos viam: um cenário remoto com água límpida e cristalina.
Temos 3 horas para aproveitar e usufruir deste local da melhor forma possível. Este tempo é suficiente para encher o rolo da câmara fotográfica, fazer um passeio de caiaque, dar um refrescante mergulho nas (geladas) águas do rio Shala ou simplesmente relaxar numa das espreguiçadeiras. Aconselhamos que levem sapatos aquáticos, pois tanto as margens como o rio estão repletos de pedras.

Neste local há vários bares, restaurantes e alguns alojamentos. Como seria de esperar, os preços não são muito convidativos, daí recomendarmos a levarem a marmita e água convosco.

Depois de uns belos mergulhos, regressámos ao ponto de partida, de coração cheio. Este país é mesmo uma caixinha de surpresas!
O que levar para visitar o Lago Komani:
- chinelos
- sapatos aquáticos
- fato de banho
- toalha de praia
- comida e água
- protector solar
- dinheiro
Tal como era previsível, é um local bastante turístico e com muitas pessoas. No entanto, o local é grande, basta andarem um pouco mais para a frente e ficam bem mais isolados.
A tour terminou a meio da tarde e estava na hora então de seguir viagem. A estrada (horrível) de regresso já era conhecida… Passado 1h45 eis que chegámos a Shkoder, onde ficámos duas noites, no Tonis Apartment.
4º Dia: Shkoder e Theth
O quarto dia na Albânia começou bem cedo para cometer uma loucura… vá uma pequenina loucura! 😂
Existe um trilho muito famoso que liga Valbona a Theth, que tem cerca de 17 km e demora entre 6 a 8 horas (dependendo do ritmo e clima). Nós não tínhamos esse tempo disponível, pois teríamos de dedicar um dia inteiro. No entanto, um dos locais que queríamos mesmo conhecer era Theth, uma das aldeias mais bonitas da Albânia.
Assim sendo, decidimos visitar Theth e regressar no mesmo dia a Shkoder – são cerca de 80 km, duas horas para cada lado. A estrada é recente e está em excelentes condições, mas é uma estrada estreita e com imensas curvas. Não vamos negar que custou um bocadinho a viagem, mas as paisagens dos Alpes Albaneses são tão arrebatadoras que se esquece facilmente o esforço.

Chegámos finalmente a Theth, uma pequena aldeia situada no norte da Albânia, que é muito pitoresca e ainda mantém a sua autenticidade. Na verdade, pouco há que fazer na aldeia. A maioria dos viajantes vem até aqui para usufruir da natureza, tranquilidade e fazer alguns trilhos.

Nós demos uma voltinha pela aldeia, mas onde nos perdemos no tempo (e também era o local que nos trouxe até ali) foi a famosa Igreja de Theth. Esta charmosa e fotogénica igreja data do século XIX e está perfeitamente enquadrada pelas montanhas. Um verdadeiro conto de fadas!

Nós não fomos, mas saibam que é possível ainda visitar a Torre de Bloqueio, a cascata Grunas (cerca de 45 min a pé do “centro”) e ainda fazer o trilho até ao Olho Azul de Theth (cerca de 17km, ida e volta).
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Posto isto: fizemos uma viagem grande pelos Alpes Albaneses para visitar uma aldeia e uma igreja? Sim! E olhem que foi dos momentos altos da nossa viagem pela Albânia.
No caminho de regresso a Shkoder, visitámos a Ponte Mesi. A ponte foi construída no século XVIII com o objectivo de ligar Shkoder a outras cidades.

Como ainda tínhamos tempo, decidimos dar uma voltinha pelo centro de Shkoder. Começámos por visitar a bonita Mesquita Ebu Bekr, no entanto não conseguimos visitar o seu interior pois estava a decorrer uma cerimónia.

Seguimos então para a Rruga Kole Idromeno, que é a principal via pedestre do centro. Aqui encontramos vários cafés, restaurantes, gelatarias e lojas. Acreditam se dissermos que comemos um gelado com cone por cerca de 0,80€?

Ainda na mesma zona, não deixem de espreitar a Catedral Ortodoxa da Natividade, que se destaca pela bonita fachada.

A tarde já ia longa e decidimos fechar o roteiro deste dia com uma visita ao Forte Rozafa. Foi fundado no século IV a.C. e localiza-se no topo de uma colina a cerca de 130 metros de altitude.
Ali é possível ver várias ruínas, no entanto o que atrai centenas de turistas são as vistas panorâmicas sobre a cidade, o Lago Shkoder e os rios Buna e Drin, especialmente ao pôr do sol.

5º Dia: Berat
Iniciámos este 5º dia bem cedinho. Para trás deixámos o norte da Albânia e começámos a rumar a sul. O destino é Berat, conhecida como a “Cidade das Mil Janelas”. Segundo o GPS demoraríamos 3h30, mas na verdade foram cerca de 5 horas devido ao trânsito infernal. Vão preparados para isto!
Berat é Património Mundial da UNESCO e é um local que não podem deixar de conhecer quando estiverem a visitar a Albânia. Como referimos, é conhecida como a cidade das mil janelas e basta olhar para as suas casas brancas para perceber o motivo.

De grosso modo, podemos dizer que a cidade divide-se em três bairros históricos distintos: Gorica (situado na margem esquerda do rio Osum), Mangalem (na margem direita do rio) e ainda o bairro do Castelo.
Vamos começar por conhecer primeiro Gorica. Este é o bairro com menos pontos de interesse para visitar, no entanto uma visita a Berat ficará incompleta se não passearem por lá. Além disso, é deste lado do rio que vão conseguir a mítica fotografia das casinhas com as centenas de janelas, o “cartão-postal” de Berat.

Passem a fotogénica Ponte Gorica para o lado de Mangalem.

Já deste lado do rio, sugerimos que comecem a visita pelo altaneiro Castelo de Berat. Além de ser das zonas mais bonitas, ocupa uma área muito grande com várias atracções, o que naturalmente irá ocupar algum tempo de visita.

Podem chegar ao castelo de carro, visto que existe algum estacionamento nas redondezas, ou então enfrentar a íngreme subida a pé. O Castelo de Berat é uma cidadela ainda habitada actualmente e onde encontramos vários alojamentos, bares, restaurantes e lojas. No fundo, é uma cidade dentro de outra!
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Como referimos, existem vários pontos de interesse dentro do Castelo. Entre eles destacamos:
- as ruínas da Mesquita Branca e da Mesquita Vermelha.
- a cisterna do castelo.
- a Igreja da Santíssima Trindade, de estilo bizantino.
- a vista magnífica da Plataforma de Observação.

Castelo visitado, sugerimos que desçam até ao centro da cidade. Comecem por visitar a Mesquita do Rei, a mesquita mais antiga de Berat.

Uns metros mais à frente, ainda passámos pela Mesquita de Chumbo, que tem este nome devido ao revestimento exterior das suas cúpulas.

Seguimos então até à Catedral de Santo Demétrio, que achámos bastante bonita, especialmente por fora.

Para fechar este roteiro em grande, demos uma voltinha pela rua mais pedonal mais animada e movimentada de Berat, repleta de restaurantes e bares – a Bulevardi Republika.

Decidimos jantar no Restaurante Beratino, que não desiludiu nem um pouco! Acabámos por provar Tave Kosi, o prato mais conhecido da Albânia, que é feito com borrego, ovos e iogurte. Pedimos ainda um prato de Qofte, que é uma espécie de almôndega, mas com um ligeiro sabor a menta. Estava tudo delicioso e o espaço é muito bonito!

Esta noite foi passada na Guest House Zotkaj. A nossa anfitriã não falava inglês, mas era uma querida e com gestos lá conseguimos comunicar. Recomendamos!
6º Dia: Gjirokaster, Olho Azul e Saranda
Deixamos Berat para trás e rumamos até Gjirokaster, numa viagem que leva cerca de 2h30. Gjirokaster, além de ser Património Mundial da UNESCO, é uma cidade muito amorosa que têm mesmo de conhecer numa visita à Albânia. Também é conhecida como a “Cidade das Pedras”, visto que a grande maioria dos telhados das casas do centro histórico são feitos de ardósia.

Como chegámos por volta da hora de almoço, decidimos repôr energias antes de começar a explorar a cidade. Almoçámos na Taverna Tradicionale Kardhashi, um espaço familiar e com refeições caseiras e muito saborosas. Optámos por provar o famoso Qifqi, que é tradicional de Gjirokaster e consiste numas bolinhas feitas com arroz.

Já mais compostinhos, seguimos até ao Bazar Antigo, o cartão-postal da cidade. Neste antigo bazar encontramos várias lojas de souvenirs, restaurantes, bares e cafés. As casas de estilo Otomano conferem-lhe um toque ainda mais especial. Ainda nesta zona, não deixem de espreitar também a Mesquita do Bazar, que apesar de simples é muito bonita.

De seguida, fizemos uma visita muito interessante a um Túnel da Guerra Fria.
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Este túnel foi construído sob o regime de Enver Hoxha, o mesmo que mandou construir centenas de milhares de bunkers. Estende‑se por cerca de 800 metros e possui cerca de 59 salas com diferentes funções, que iria servir como abrigo de emergência para altos dirigentes e estrutura de governo em caso de ataque ou guerra nuclear. Apesar de curta, achámos esta visita muito interessante!

Para fechar o roteiro na cidade, visitámos ainda o Castelo de Gjirokaster, um dos maiores dos países Balcãs. A visita permite explorar não só as muralhas exteriores com vistas panorâmicas sobre a cidade e a paisagem envolvente, mas também o interior do castelo que alberga alguns museus. Destacamos a Torre do Relógio, o avião da Força Área dos Estados Unidos e ainda o Museu de Armas.

A entrada custa 400 LEK e encontra-se aberto das 9h às 19h de Abril a Setembro e das 9h às 17h nos restantes meses do ano.
Estaria então na altura de seguirmos viagem, mas quando chegámos ao carro (que estacionámos perto do Castelo), tínhamos uma multa de estacionamento! 🤦♀️ No entanto, os valores não são muito elevados. A multa de estacionamento era de 10€, mas se pagarem nos 15 dias seguintes, fica a metade do valor. Basta dirigirem-se a uma loja que se chama “Western Union” e procederem ao pagamento.
Desta feita, rumámos então até ao Olho Azul (Syri i Kalter), numa viagem que demora nem uma hora. Este local é bastante famoso, pois trata-se de uma nascente de água doce que emerge da rocha subterrânea. Esta água possui uma cor azul‑turquesa que não deixa ninguém indiferente e visto de cima assemelha-se a um olho.
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A profundidade exacta da nascente não é conhecida, visto que os mergulhadores chegaram até cerca de 50 m, sem alcançar o fundo. A água é bastante fria e apesar de os banhos serem estritamente proibidos, infelizmente há quem não cumpra esta importante regra ambiental.


O dia já ia longo, então dirigimo-nos até Saranda, onde íamos ficar três noites, no Azure Inn Hotel. Podem ver a nossa análise do hotel aqui.
Antes de darmos o dia por encerrado, jantámos no Dervishaj Restorant, que tem pratos deliciosos e em conta. Recomendamos!
7º Dia: Lori Beach, Ksamil Beach e Cocoa beach
Deixámos a parte cultural para trás e estes últimos dias foram dedicados a descansar nas bonitas praias da Riviera Albanesa.
Assim sendo, neste primeiro dia seleccionámos três praias na zona de Ksamil, visto que a intenção era mesmo descansar e usufruir, sendo que no fundo são todas muito idênticas.
Mas antes de tudo, queremos alertar-vos como são as praias, para que não vão ao engano:
- As praias na Albânia são na maioria concessionadas. Um chapéu e duas espreguiçadeiras rondam entre 15-30€/dia. Algumas têm zonas onde dá pra ficar na areia (sem pagar) e outras estão totalmente cobertas com espreguiçadeiras.
- A água é cristalina e azul-turquesa.
- No Verão, as praias estão a abarrotar.
- A maioria do estacionamento nas praias é pago.
- Existem imensos Beach Clubs, que disputam para ver quem tem a música mais alta.
- Os preços são, obviamente, inflaccionados.
- Algumas praias não têm areia, mas sim pedrinhas, tornando-se indispensável o uso de sapatos aquáticos para não magoar os pés.

Se é assim tudo tão negativo, porque as pessoas dizem que a vale a pena conhecer a Riviera Albanesa? Ora, em primeiro lugar cada pessoa tem os seus gostos. Se buscam festas e não estão preocupados em gastar dinheiro, as praias de Ksamil são a opção ideal. Em segundo lugar, e como vos vamos mostrar mais à frente, nem todas as praias são assim e é mesmo possível encontrar praias calmas e igualmente bonitas.
Assim sendo, neste primeiro dia de praia, estacionámos o carro na Lori Beach. Sabíamos que aqui o estacionamento é gratuito para quem permanece naquela praia. Tentámos um espacinho para estender a toalha, mas foi em vão – a praia estava completamente lotada. Apesar de realmente ser bonita, é uma praia pequenina, portanto não seria opção ficar ali.
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Deixámos o carro onde estava (não contem a ninguém 😜) e fomos então para a praia ao lado, a Ksamil Beach (ou Praia do Paraíso), onde passámos o resto do dia. Esta é a única praia pública e gratuita de Ksamil. Obviamente que a praia não é tão bem conservada como as restantes – há inclusive algum lixo na areia – mas é o único lugar onde podemos chegar e estender a toalha sem pagar nada.

Como seria de esperar não há sombras, pelo que é essencial que tenham um chapéu de sol para aguentar os dias tórridos de Verão. Nós comprámos um numa loja ali perto e custou 10€.
No final do dia, antes de regressarmos a Saranda, demos um pulinho à Cocoa Beach que era ali pertinho. Mais uma praia muito bonita, mas também pequenina e concessionada. Mas tem uma particularidade que a distingue das outras: tem um spot bastante instagramável. Trata-se de uma estátua em forma de mão, que é um local muito bonito para fotografias. No entanto, para não apanharem uma fila enorme, aconselhamos a irem bastante cedo!

Apesar de não adorarmos esta zona pela confusão, admitimos que foi um bom dia de praia. Estávamos mesmo a precisar de descansar!
Já em Saranda, optámos por experimentar o Restaurante Shpella, que também recomendamos. Tem uma bonita vista!
8º Dia: Mirror Beach e Castelo Lekuresi
Mais um dia, mais uma praia. Devemos confessar que o roteiro previamente preparado para o dia de hoje incluía a visita a várias praias. Mas como em tudo na vida, temos de saber ouvir o nosso corpo… E realmente só queríamos sopas e descanso!
Assim sendo, de quatro praias, reduzimos o dia a uma praia. A eleita foi a Mirror Beach! É uma praia espaçosa, com um mar calmo e água azul-turquesa. O que poderíamos pedir mais?!

A Mirror Beach conta com um estacionamento grande, no entanto é pago (cerca de 5€ por dia). Além disso, optámos por esta praia porque tem uma zona concessionada e uma outra zona gratuita, perfeita para estendermos a toalha na areia e colocar o nosso chapéu de sol. No entanto, se quiserem utilizar as espreguiçadeiras, estas custam 2000 LEK por dia. Existe ainda um café/restaurante na praia.

Adorámos esta praia e, como referimos, a intenção era espreitar outras praias vizinhas. Mas estávamos tão bem nesta, que por ali ficámos. Ainda assim, deixamos o nome das outras praias que também eram bem apetecíveis: Monestary Beach (tentámos visitar ainda de manhã, mas estava interdita pois estão a construir um complexo de hotéis lá perto), Shpella e Pëllumbave (de difícil acesso, com escadas de madeira bem íngreme) e ainda a Pulebardha Beach.
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De regresso a Saranda, fomos assistir ao pôr-do-sol no Castelo Lekuresi. Este é o melhor local para assistir a este espectáculo da natureza e realmente foi mesmo bonito! Além da vista sobre a cidade de Saranda, conseguimos ainda ver nitidamente a ilha de Corfu (Grécia) ali tão perto.

O castelo tem um restaurante e um bar onde podem apreciar este pôr do sol ao som de DJ’s, acompanhados por uma bebida. Devemos confessar que viemos directamente da praia para ali, e as pessoas estavam todas muito bem vestidas e cheirosas, o que acabou por nos deixar um pouco desconfortáveis. 😂

Gostámos tanto da comida e do atendimento do Dervishaj Restorant, que voltámos a jantar lá para a despedida.

9º Dia: Buneci Beach e Borsh Beach
Deixámos o nosso bonito hotel e Saranda para trás, e partimos de novo rumo ao norte. Infelizmente a viagem estava perto do fim! Mas calma, que ainda há muito para aproveitar!
Neste nono dia na Albânia, optámos por dividir a manhã numa praia e a tarde noutra. Assim sendo, a primeira praia que parámos é a Buneci Beach, que fica a cerca de 45 minutos a norte de Saranda.
Se acham surreal encontrar uma praia na Albânia, em pleno Agosto, vazia… Pasmem-se! Foi isso mesmo que encontrámos na Buneci Beach. Esta é uma praia pouco procurada e longe das proximidades da cidade.

Além de estar praticamente vazia, não se paga estacionamento e tem duas zonas: a norte a parte concessionada com chapéus e espreguiçadeiras e a sul a parte gratuita.
Para esta praia terão de levar os sapatos aquáticos, visto que não tem areia, mas sim pedrinhas. É talvez o unico “senão”. Ainda assim, esta foi, de longe, uma das nossas praias favoritas da Albânia. Uma tranquilidade ímpar, um mar fantástico e foi uma manhã muito bem passada.

Continuámos então a rumar a norte e desta vez fomos conhecer a Borsh Beach. Esta praia estende‑se por aproximadamente 7 quilómetros, sendo uma das mais longas da região costeira albanesa.
A Borsh Beach tem um grande estacionamento gratuito e não é demasiado movimentada ou barulhenta. Ainda assim, possui bastantes bares de praia e restaurantes, mas também uma extensa área de praia pública.
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Ficámos até ao sol se pôr e foi mais uma das praias que entrou para o nosso top. Ainda bem que experimentámos outras praias e não ficámos só em Ksamil – iria ser uma desilusão.
Rumámos até Himare, onde íamos pernoitar. Para jantar, escolhemos a Taverna Pirosia, onde comemos Moussaka (cozido de grão de bico com beringelas) e ainda Imam Bajaldi (beringela recheada com vegetais). Estava tudo delicioso!

Ficámos alojados na ChristAlex Guesthouse e gostámos muito. A anfitriã é muito atenciosa e querida. Apesar de não saber falar inglês, esforçava-se para nos agradar, utilizando o tradutor. Recomendamos!
10º Dia: Gjipe Beach, Panorama Llogara, Plazhi i Ri e Apollonia
E, com muita pena nossa, eis que chegámos ao último dia desta maravilhosa viagem pela Albânia. Mas visto que o nosso voo de regresso era só de madrugada, ainda conseguimos aproveitar todo este dia.
Começámos o dia bem cedinho rumo à Gjipe Beach, uma das mais afamadas do país e considerada por muitos a praia mais bonita da Riviera Albanesa.

Para chegar lá é necessário percorrer uma estrada alcatroada, mas muito estreita. Ficámos incrédulos quando percebemos que a estrada tinha dois sentidos! Portanto, todo o cuidado é pouco.
Saibam ainda que existe estacionamento, no entanto é necessário pagar 200 LEK.
Para alcançarem a praia é necessário fazer uma caminhada de cerca de 2km, e que demora cerca de 30 minutos em cada sentido. Aconselhamos a utilização de calçado confortável porque o terreno é bastante irregular, com algumas pedras e desníveis. Pelo caminho encontramos ainda alguns bunkers construídos pelos comunistas durante a Guerra Fria.
Existe ainda outra opção para chegar à praia que é de barco ou kayak desde a praia de Jale.

A praia tem realmente uma paisagem deslumbrante, com falésias dramáticas e águas cristalinas. Mas o que faz dela ainda mais especial, é que se localiza na foz do Gjipe Canyon, um desfiladeiro que torna o ambiente da praia selvagem, isolado e de grande beleza natural. Deixamos que as imagens falem por si!


Como em muitas praias da Albânia, esta praia não é de areia fina e, por isso, recomendamos uma vez mais a utilização de sapatinhos aquáticos.
Ficámos ali até ao início da tarde, mas estava na hora de visitar outros locais. O regresso ao parque de estacionamento é mais complicado, pois temos de encarar uma subida mais íngreme.
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Dali a ideia era passar pelo Panorama Llogara, mas o tempo era escasso e então optámos por não fazer esse desvio. Ainda assim deixamos essa recomendação, pois parece ter paisagens incríveis. Trata-se de uma estrada que está integrada no Parque Nacional de Llogara e que serpenteia as montanhas, sendo considerada a melhor estrada panorâmica da Riviera Albanesa.
Continuámos a rumar a norte e passado 1h30 decidimos parar em Vlore. Olhámos um para o outro e dissemos “vamos dar o último mergulho na Albânia?”. E assim foi… Parámos na Plazhi i Ri, uma praia grande e com zonas gratuitas. Aqui a água já não é cristalina, no entanto foi onde sentimos a temperatura da água mais quente. Estava um verdadeiro “caldo”.

Como esta paragem não estava incluída nos planos, perdemos ali algum tempo e já não conseguimos visitar Apollonia, como estava no roteiro. Ainda assim, para quem tenha mais tempo, deixamos esta bela sugestão.
Apollonia remonta ao período da Grécia Antiga e cresceu como centro cultural e comercial importante, especialmente durante o período romano.
É Património Mundial da UNESCO e ali podem visitar algumas ruínas da cidade.
Com todos estes atrasos, chegámos a Tirana já quase de noite. Visto que o voo era só de madrugada, decidimos alugar um quarto, e assim repôr energias durante um par de horas. Ficámos no Bajovah Apartments & Restaurant, que ficava a apenas 20 minutos do aeroporto.

Demos assim por terminada esta belíssima e especial viagem por terras Albanesas! É, de facto, um país com muito potencial e superou em tudo as nossas expectativas!
Também estão a pensar visitar a Albânia? Deixem nos comentários 🙂

Olá! Nós somos a Lara e o João, um casal português a descobrir o Mundo. Juntámos a paixão pela escrita, fotografia e viagens para ajudar outros a viajar mais e melhor. Aqui partilhamos as nossas aventuras, roteiros e muitas dicas de viagem! Vamos Viver o Mundo juntos?
























